Desejos Para Todo o Ano.
Para Nós e Para Nossos Meninos.
Desejo a ti e aos teus meninos, saúde ! Desejo sabedoria para alcançar a paz interior !Desejo que a busca de nossos filhos não seja tão pesada quanto a que passamos até aqui. Pois, convenhamos, a tornamos de grande tonelagem...
Mas, desejo que eles tenham capacidade para buscar seus horizontes e que os coloquem bem distantes para valorizar sua busca. Desejo que eles não se afastem do caminho e que, se isto acontecer, que tenham capacidade para perceber,
coragem para voltar e honradez para recomeçar a trilhá-lo.
Desejo-os com livre arbítrio. Com capacidade para questionar sempre pois ai se inicia toda a capacidade filosófica, que sejam, pois, seus árbitros e que exercitem esta liberdade, que é uma única condição.
Desejo a ti e a mim que, por mais algum tempo, estejamos a frente deles, como um farol a iluminar seus caminhos. Desejo a ti e a mim, que não tenhamos que ficar nesta forma por muito tempo, que nos tornemos, por nossa capacidade,
e que tenhamos capacidade para tanto, uma luz guia sem que eles nos necessitem, para que eles lembrem sempre de tornarem-se uma guia de seus meninos, para que os meninos deles possam trilhar um caminho iluminado.
Volta
Saudades da Bahia
E da Amaralina, que não é bahiana.
Tenho a mínima idéia se lerás, ou não. Não sei não, mas
gostaria que me dissestes alguma coisa do tipo: é verdade, fugi de ti, num sotaque do sul, quem sabe
saboreando um acarajé, ou uma quejada que, sei que aí, também é feita de côco. Gostaria até que me convidasses
para ir para Itapuã, num velho calção de banho, com arco-íris no ar, mas acho que um disque-disque medonho
iria se apossar do ar. Quer saber? Tô nem aí. Desde que o ACM quiz entrar no PT, me sinto bahiúcho... Me sinto
preguiçoso, saudoso, vulnerável, quiçá.
Tenho a mínima idéia se lerás, ou não, mas sei, com certeza,
que gostaria de ver tua cara, tão linda, no instante de leres, infinda, a mensagem sem fim... Se fugistes
de mim te enganaste também, cojugastes outros versos de Vinícius, que dizem que a vida, é uma sucessão de
encontros e desencontros, que se sucedem sucessivamente com a sucessão dos dias e, diria eu, das noites
sem fim que deixastes pra mim, consolado as vezes pelo café com chocolate e gergelin...
Tenhas pena de mim, não! Tenho até saudades da Bahia e, se
me ligares, me convidares, acredita, eu vou. Vou de chapéu de palha, pra Maracangalha, e vou só. Vou para
me ver sorrir e te ver mentir, quem sabe, como a vez que confessastes saudade, envergonhada, aliviada, a
sorrir. Quando terminar meu trabalho eu estarei livre. Lamento que tu estarás impressa, por todo o sempre.
Lamento por não ver Amaralina, o Farol da Barra, as minhas sinas da Bahia iá, iá... Quando terminar o
trabalho terei esquecido, talvez como o João Valentão, que é brigão, mas tem seus momentos na vida,
assim como tu, que me lês, se pergunte, perplexo, os porquês deste texto sem nexo, e pergunto-te:
você já foi a Bahia? Já teve um amor, meu senhor... então vá!
Volta
Olimpíadas do Coração
O Melhor, O Mais Rápido, O Mais Forte.
Não adianta cantar belezas por que ao feio, bonito lhe
parece e há de lhe parecer sempre, felizmente. Por mais singelos que sejam seus olhos ou apáticos, talvez.
Estrábicos, quem sabe. Miopes! O amor cega e são, com estes olhos, que se quer ver. Com os olhos d'alma.
Sua presença está ali. E é tão necessária como respirar. Esta concorrência que se conta em folhetins pode
ser que exista para casos, para flertes, namoricos, escapadas... Para grandes paixões só servem o calor
dos corpos. As mulheres tem razão. Sempre tiveram. Há estas mulheres, mesmo de Atenas, que nos fizeram
sempre de Olimpo e, mesmo sem conciência plena ou alguma, gostamos. Aceitamos. Reclamamos, mas gozamos ao
final, como cléricos, embebidos pelo néctar das deusas temporais.
Só existe passado quando a paixão se vai. Caso contrário
existe apenas o presente, com laços e fitas. O futuro é um segmento obscuro que deixamos aos deuses. É o
passado que aflige. Esta sombra por retrospectos que podem colocar algum recorde insano, quantos
obstáculos de beijos, quantos cem metros rasos, quantos ornamentais no regaço, quantas cestas e faltas
terei cometido para este placar, irrefletido, me permitir a vez de subir ao pódium.
Sabe-se lá de quantos passados serei prisioneiro. Sei,
entretanto, que dos jogos de todas as eras, este é o único jogo que nenhum retrospecto me tornará mais
rápido, mais forte. No máximo me tornarei melhor por mim mesmo, palhaço de mim, aprendiz de viver,
na ânsia de ter, ao final dos tempos, a simbólica chama a crepitar nos olhos e, no peito, a palpitar
seus feitos, de ser o único, por ser tão só, a resistir no tempo, por ser mais rápido, mais forte,
o melhor... o último dos amores tende a ser o melhor.
Pedro A.B. Jacques
Volta
O Cotidiano de Um Brasileiro
Nada além do trivial.
O gol de seu time. A feijoada de tempêros com cerveja.
Um pouco de saudade sabe-se lá de que! Da infância, talvez! Das jornadas de sonhos,
dos ideais já tão distantes. Do governo que se repete. Das oposições que se repetem.
Dos jogos e, outra vez, futebol. O circo do povo para o povo, nada além.
Vários grupos de mercenários a dividirem estádios, a enganarem torcidas, a ocuparem
estribos nas idéias de alguém. A roubarem de casa o pai poderoso, para jogá-lo aos lobos
de um resultado fatal.
Que mais? Futebol, contra os altos juros,
no lugar das juras febris, dos namoros tão cândidos, das promessas
gentis, dos afagos e beijos, e hálitos, e promessas mis. Que houve com ela?
Já não senta contigo? Está cansada da vida, frustrada, contida, sem o
lenço da esperança a erguer por vingança, a branca flanela da paz?
E as guerras travadas? A Rocinha endiabrada, o Iraque, Israel? O genocista
do Bush não quer tréguas, pois a indústria da guerra é lucrativa, afinal.
Quantos votos precisa este mundo para entender que a paz pode ser um lucro
maior, uma indústria maior, que estas pobres guerras podem dar?
Quantas saudades eu tenho destes todos que
partiram, dos amores que se foram... De todas as promessas que fizeram.
Os políticos prometeram mudar o sistema. Mudar planos... Mas o que falta
é a tal da coragem de mudar. A pobreza só pode dar lucro para os governantes,
não obstante aos discursos, suas falas, seus engodos. A moça que prometeu
ser fiel. O amigo que prometeu parceria, sempre. Ah! Ainda tem os
interesseiros, os oportunistas, os outros vigaristas... Tem as prostitutas,
os felisteus, os naufragados, as floristas... tem goiabada cascão com muito
queijo... Alguém pode me dizer quanto está o futebol?
A felicidade é uma linha à toa.
do livro: "Eu o Palhaço de Mim Mesmo".
A felicidade é uma linha que nos circunda
Que às vezes solta o nó e afrouxa
Que às vezes o pranto molha o nó e estica
Que às vezes dezenosa.
A felicidade é uma linha à toa.
E nos circunda
E nos amarra, aperta, enforca
A felicidade é uma velha surda, muda, cega e amiga
Mas quando chega , me faz sorrir como menino.
A felicidade é uma linha velha
Com a qual costuro os poídos da minha vida.
Pedro A.B. Jacques
Volta
Do Pensamento Positivista...
Ao positivismo de uma perdida paixão!
Os vivos são sempre e cada vez mais governados, necessariamente pelos mortos. Instala-se aí um grande pensamento positivista, não necessariamente no Brasil de hoje... Os fantasmas continuam existindo tanto nas grandes fortunas da viúva governante, quando nas burras de todos os poderes e dos baixos poderes também. Prendem-se pequenos, via de regra.
De algum Mattos saiu um cão, não querendo ofender a raça canina mas, quantos mais escondem-se nestas trevas?
Viver para outrem, é outro profundo daqueles pensamentos mas, quem se importa? Quem mais quereria dedicar-se a planos tão superiores?
O amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim, tem sido um dos mais célebres destes pensares mas, com um básico mistério: tende a ser iniciado por si. Contra si...
Hoje, bastaria-me viver de paixão, nalgum canto qualquer da natureza, pois a qualquer recanto intrometido de paixão torna-se encanto, faz-se a diferença entre um lugar e o paraíso. Parece que a moça do circo esqueceu de si mesmo, quando achou que toda a vida fosse dela e, quimera, esqueceu de se ouvir, esqueceu de falar algumas palavras e conjugou só para sí um picadeiro de amor... e perdeu!
Pedro A.B. Jacques
Volta
Nos Tempos das Ferrovias.
Havia até mais poesia
Não me creio um saudosista. Não vejo como aqueles teriam sido tempos melhores. Eram outros tempos, apenas. Pensava-se que, para um país continental seria melhor o transporte ferroviário. Mais carga com muito menos custo. A proporcionalidade de empregos era maior. Os tempos eram maiores, assim como as distâncias e os amores. Levava-se mais tempo para ir. Os noivados eram longos. É isto! Haviam noivados. Eram acertados com as famílias. Haviam moças prometidas. Acredito que a hipocrisia também era maior...
Haviam escândalos, igualmente. Mas, a poesia frequentava outra escola. Os desatinos deveriam ser os mesmos mas a mídia era menor, encabulada.
O instantâneo era o rádio e, por ele passavam-se avisos de casamentos, de velórios e de promessas, como fazem hoje os "carros de mensagens". Nada cândidos são estes carros, mas porque guardar no peito a paixão que se sente. Quem me dera semear uma capa de jornal, de circulação nacional, para estampar a ventura de minha paixão. Quem dera poder alugar um trem inteiro e viajar uma lua-de-mel. Quem dera, a cada estação, fazer badalar o sino anunciando a presença máxima de minha amada comigo, e brindar com champagne nosso encontro com esta gente humilde, de interior...
Os trens já não passam nas cidades. Talvez por vergonha de seus estados ou de sua gente, que já não transportam mais. Só os metrôs é que passam. Assim mesmo, muitos se escondem nos subterrâneos, nos escuros túneis que é onde acho que ficou o amor. Sei que o metrô gaúcho tem mais coragem. Se mostra na superfície, todo pintado, orgulhoso, mas acho que foi ele que intimidou uma morena, que há muito não me acena, que de musa virou cena, de um passado sem perdão.
Pedro A.B. Jacques
Volta
Era Uma Vez Uma História...
que até hoje não sei contar!
Era menino, bem menino, quando escutei a frase do amor e da loucura. Aquilo me deixou perplexo, entusiasmado, com vontade de crescer rápido, com vontade de ter uma paixão repentina, para conhecer o amor e desvendar a lenda da loucura. Não cresci tão rápido quanto queria mas foi uma surpresa perceber-me adolescente, apaixonado, confuso e feliz pela conquista, pela supresa de beijos, abraços, mãos bobas e proibidas, novamente tentadas e conseguidas e fui descobrindo que a linda filhinha daquele carrancudo tinha sexo, e desejos e, marota, permitia mais que minhas tolas investidas... e isto era muito bom.
Descobri a perda repentina e inesperada de um namoro gostoso e, até hoje, não entendi porque. Me rotularam de malandro, namorador, festeiro e, principalmente músico de rock, o que deveria ser um grande pecado. Depois disto tentei bilhetes, encontros escondidos, festas ocasionais e coisas fantásticas com esta menina, mas nunca entendi a causa de ter que deixar de ser aberto e público, um gostar simples e sincero.
Mas foi tão bom, que uma eternidade de algum tempo depois foram outras meninas, depois algumas mulheres e muitas paixões, algumas juras e muito suor, alguns suspiros, algumas perdas e danos e, há pouco tempo atrás, a descoberta: quantas loucuras vivi! Quantas sensações eternas que guardo, que não trocaria minha vida por nada, antes, pelo menos, de aprender a contar esta história... Enquanto escrevo o novo livro, às vezes, leio a história do Amor e Loucura, de autor desconhecido, que merece estar junto dos grandes autores. Esta é a razão de colocarmos aqui na Canalzero, no canal 2, em "poesias", junto com Sheakspeare, Vitor Hugo, Quintana, entre tantos. Mesmo que voce seja capitalista, socialista ou cooperativista. Mesmo que seja grudado em um sindicato de patrões ou operários, desejo que tenhas amado, que ames hoje ainda, e que mantenhas a loucura sempre atenta... Não deixe de ler. Seja feliz.
Pedro A.B. Jacques
Volta
A Vez dos Tolos...
Afinal, a vez de um povo como eu!
Quando era menino, ou um pouco mais do que um, gostava de ouvir falar em política. Achava que os governantes eram pessoas nobres, responsáveis. Cheguei a acreditar que eram honestos. Eram homens diferentes, repletos de moral, de bons costumes. Não sei se cresci. Se perdi a crença. Mas as desventuras foram tantas que passo ao largo, hoje, da tal política.
Não creio em governantes! Creio apenas em pessoas apaixonadas e, assim mesmo, questiono sempre minhas paixões... Aprendi a acreditar em mim. Como Lennon, talvez! Mas ele acreditava em Yoko. Mas não acreditava em Hitler, em Kennedy, e não acreditava mais em Beatles... E eu ainda canto Beatles. Mas não tenho saudades. Sei que o que precisamos é amar. Mas para amar é preciso que se acredite e, acreditar em política e seus políticos é muito indigesto. E eu não acredito em Bush, em Saddan, e em todos aqueles outros de lá, e não acredito naqueles daqui.
É verdade que acredito em algumas pessoas que nem conheço, mas percebo a ventura de ler suas idéias, de conviver com estas em algumas matérias. Algumas são grandes personalidades, estão enganjadas no meio político até, mas no direito universalista da sobrevivência humana. Conheci, no Fórum Social Mundial, um Prêmio Nobel, Sr. Esquivel, que resumiu a "tal conjuntura" em pouco mais de dez minutos, no próprio estacionamento do evento, onde nos encontramos. O que ele resumiu está de acordo com um mendigo que vive em meu bairro. O cheiro ruim que ele comentou, deve estar todo impregnado neste mendigo, ao qual nem sei o nome. Acredito que nem ele o saiba mais. Nunca consegui sabê-lo. O chamamos de "Fedido". Este, o roto habitante de meu bairro, faz de nossa rua a sua casa e, provavelmente seja por sua bondade que, ocasionalmente, eu possa transitar. Ele conversa com todos os cães, ajoelha-se para eles, e lhes dá todas as suas moedas. Os cães não latem! Um, particularmente, choraminga. O dono de nosso bairro, o que tem todo o mau cheiro dos senhores do mundo, é gay, prefere saias e, me parece, é bem feliz. Ele sabe onde estão as dores do mundo. Diz, com grande nitidez, o que é preciso fazer para alcançarmos o equilíbrio, mas a ele, como ao Prêmio Nobel, ninguém dá ouvidos...
Eu não sei quem ele foi. Fala com eloquência. Faz reverências e desfila com suavidade... parece que sempre estä ouvindo uma dócil guitarra de George Harrison, enquanto eu sei que fui sempre um tolo, mas continuo amando Beatles e Rolling Stones.
Pedro A.B. Jacques
Volta
O Tempo da Liberdade...
já faz tempo, muito tempo
Foi bem antes de sentir saudades. Foi em um tempo anterior ao das verdades impostas e até mesmo antes do ano que não existiu. Desde lá, do golpe maldito de 64, que separou brasileiros, que a liberdade passou a ser um horizonte. Um por-de-sol distante mas sempre bem aventurado, sempre almejado, sonhado, mas distante.
Depois, foram as saudades, que maltratam sempre nossos corações, foram as perdas, as ditaduras do coração, foram as pressões, as tensões, as tesões, incontidas histórias de um peito revoltado, de uma política inexistente, coexistindo com sentimentos febris e corpos amantes, com inflações, com desejos, solfejos e alguns praguejos para males infindos.
Éramos todos vermelhos desejando a mudança dos ciclos, o calabolço aos delitos e, entre beijos, nos aproximamos dos pores-de-sóis magníficos, de seus poderes, a angústia almejando seu fim, para fundar dentre os brejos as ilhas frutíferas de um novo país, mas qual, o que vejo, a impunidade propaga de um congresso sem fim. A fome não basta, só se acerta o zero à esquerda de um número que é fim. A propaganda obstina mas é estéril por si. A dissidência só grita, e grita, e a nova Política não vem. A Cultura também. A Educação não escuta, a Saúde se acama e eu queria a Mudança, esperava por ela, e aqueci toda a cama para que ela não sentisse mais frio...
Não vou trair a Liberdade. Casei com ela na menor idade. Vivi com ela quase toda a minha eternidade. E sei que ela me acalanta sempre, até mesmo na verdade pura deste por-de-sol.
Pedro A.B. Jacques
Volta
Bagda Café,
um triste e amargo sabor.
Nem café, nem chantylli, nem chocolate, para completar um sabor expresso de nova vida, ou para tratar de uma saudade contida, escondida, disfarçada, para que ninguém saiba de quantos sabores amargos compõem-se os versos que muitas vezes nem lemos, e que são, nada mais, que toda a excência e vida de nossa existência.
Foi-se um genocista pela mão de ferro de outro, que foi arrasado por um terceiro, em recente setembro negro, o que me faz concluir que Maquiavel era santo ou, pelo menos, seria um santo se vivesse hoje. Há gente que fala em passado e em guerras "românticas", em revoluções "honestas", em "agressões por honra", que me fazem lembrar as desculpas de um criminoso a justificar seu "estupro por amor".
As mutilações de Bagdá são marcas em toda a sua gente, não apenas em sua terra iraquiana mas, mais uma ferida na história mesopotâmica tão sangrada por crápulas, que criam histórias democráticas para usurparem o poder do petróleo e o domínio da água e, com este binômio, garantirão o permanente domínio do mundo mantendo-se o monopólio do poder, permitindo-se até que a britânica rainha lhe faça corte.
Os genocistas nunca amaram! Nunca sentiram uma paixão. Tiveram seu amor próprio em tão alto grau, que sempre ergueram pedetais, notadamente fálicos, para si mesmos, numa notória demonstração egocêntrica, que pode denotar a impotência de si, transferida à derrotas de inimigos mortais, que nem sempre oferecem mais perigos, do ele próprio.
Nunca permitam que Bush tome um café! Se ele ficar só, pode lembrar do passado. Lembrar que nunca teve capacidade para amar. Pensar, que nunca percebeu que pode ter sido amado, e pode se revoltar. Se ele for ao Bagdá, ele encontrará um expresso com chantylli, leite condensado e chocolate, que tem um profundo sabor de alegria, mas tem uma pitada fria de saudade. É um café feito para quem ama e não deve ser tomado só. Deve ter a beleza de uma companhia e, esta, deve ter capacidade de sonhar...
E tu, terias?
Pedro A.B. Jacques
Volta
A Moça Nua da Paz...
Para onde se foi?
Sei que existe uma moça, morena talvez, que se veste de paz, que perambula na vida, um pouco escondida, nestes tempos de "ais"... Mas, sei que ela existe! Já a vi muitas vezes, já lhe sorri, mas não sei o que se passa com alguns machos da espécie. A mulher é perfeita, com curvas tão lindas, infatigável, diria até que é meu sonho... E muito tenho sonhado com ela, sem ter-lhe ciúmes, apesar de saber que tantos a desejam, quando ela desfila por ruas tão claras, a presentear sorrisos a todos os gajos que a interpelam. Não nega aos meninos. Se dá aos velhos. Se entrega aos casados, aos separados, aos endiabrados, se dá aos veados e, também descobri, que se deita com as meninas, com moças, atletas ou não, com virgens, com casadas e desquitadas. Adora as viúvas, as mal resolvidas, com as encalhadas, conta as contas de rosários com freiras de plantão, e lhes dá todo o prazer do próprio criador...
Mas, na cama de quem se alojou a jeitosa? Estaria fazendo troça de nosso jejum? Será que ficou magoada com dois ou três sorvetões? Sei que esta moça existe, de pele bem negra, talvez, vestida de branco sem ter noivado jamais... Por que nos negaria o prazer depois de tantos prazeres, fugidios, rápidos, mas plenos, faceiros. Para onde se foi?
Onde está esta loira tão linda? Magoada talvez, com os meninos loucos, que lhe atiram pedras, por lucros insanos? São meninos arteiros, tanto o George, quanto Saddan e aquele ingles mesquinho, que faz parzinho de vazo, com o guri espanhol.
Onde andas, brejeira? Sinto falta de ti, sereia, e de teus seios, que me cantam a paz. Quero ser o guardião de teu ventre, fecundo de mim e de outros tantos mais, que semeiam teimosos, os vigorosos tributos para vingarem a paz.
Diga-me onde estás, o que mais sentes, pois doente te sinto, e não te importa com os débeis meninos que te fazem vulgar. Eles são impotentes, são meros doentes, deturpados da mente, esclerosados sexuais, que bebem, bizarros, fantasias letais.
Onde estás criatura? Sinto-te nua, desprotegida de mim, e de todos de nós, de qualquer sexo ou cor, de qualquer oração que se reze o perdão. Perdoa-nos, querida, pois afastados de ti, não saberemos o norte, semearemos no vento as tempestades do tempo, para colhermos estéreis angústias, por não aprendermos os prazeres, deste amor que nos dá.
Pedro A.B. Jacques
Volta
Por Falar Em Saudade...
Onde anda você?
A saudade é dor pungente, morena. A saudade mata a gente, morena... Por melhores que sejam os tempos, e os tempos não tem sido tão bons assim, tempos de cólera, tempos de discórdia, são sempre tempos de solidão. Sei que ser só é nossa excência. Nosso brado, entretanto, são as paixões. E aquele que não vive por seus amores, é provável que não viva. Não uma vida plena. Aquele que já não sofreu por amor, diria Vinicius, pode ter mais, mas sabe menos do que eu.
De minha parte não quero, tampouco sei, mais do que ninguém. Mas, tem coisas que quero ter mais: quero ter mais harmonia, ter mais alegrias, quem sabe mais fantasias. Esta última vai ser difícil me ganharem mas, vá lá, digamos que exista alguém que sonhe mais do eu, ou você? Digamos que alguém possa nos desafiar e provar que sonha mais... Sonharia com tempos de paz? Sonharia com o Big Bang Bush sentado à mesa de um Sadan Bang Hussein, tomando um sorvete desértico, nababesco, naturalmente, com uma generosa cobertura preta petrolífera, melecados e sorridentes, tratando das banalidades pacíficas, sem mortes, sem a indústria bélica a cobrar seus ouros, quais namorados sorridentes, rezando a mesma prece... Precisaríamos de homens de boa vontade e, ainda assim, querendo fazer o bem, para que ousassemos alcançar a tal paz de mil anos, prevista por Nostradamus em suas Centúrias.
Creio que estas saudades, sentidas por estes sorveteiros, são saudades de guerras. São diferentes as saudades que sinto. São saudades de uma música que nunca ouvi inteira, tocada por um sorveteiro anônimo, a trazer, ora um sorvete para esfriar meu coração tão quente, aquecido por uma distancia infinda, ora dois sorvetes, para saborear a vida e resfriar nossos corpos de uma paixão ardente, antes que se separem por algumas horas de eternidade.
Pedro A.B. Jacques
Volta
FSM: Um Nobel contra um Maquiavel.
Detalhes da carta de Adolfo Perez Esquivel à Bush.
Em Pleno FSM, conheci o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel que, em sua simplicidade passou-me dados do então Governador de Estado George Bush, estarrecedores. Em seu mandato foram condenados à morte 142 almas criminosas, é verdade. Um grande record, sem dúvidas. Um prenúncio, pressuponho.
A carta ao Presidente Bush, cópia que nos foi presenteada, sugere para "não desafiar mais o Deus". "Não ter a pretensão de continuar a construir esta Torre de Babel" alicerçada com o terrorismo militar, econômico e político ao resto do mundo.
"Todo o mundo sabe que o objetivo principal da guerra contra Iraque é para a apropriação das reservas de petróleo de seu povo"...e para o controle das forças do Oriente Médio, tanto econômicas quanto políticas.
A Guerra do Afeganistão é marcada pela ira, pela vingança, pela morte de milhares de inocentes, continua Esquivel. "Pensa o Senhor nas consequência de suas decisões perante a humanidade?" Comenta sobre a lucrativa indústria bélica de forma quase inocente, em uma tentativa de comover de forma sentimental, aos leitores... Até porque, dificilmente o Senhor Presidente leu, ou irá ler, tal missiva. Irá saber parcialmente e, assim sendo, será um passo. Um pequeno passo. Um início de caminhada para qual cada um de nós, simples mortais, deveremos nos aliar, sem credos, sem partidos políticos, sem fanatismos.
Devemos caminhar juntos para que possamos permanecer vivos e manter nosso planeta Gaya, igualmente vivo, pelos próximos séculos, pelo menos. Já sofremos eminências pardas e maquiavélicas mas, parece-me, em número insuficiente para compreendermos seus males. Novos Hitleres surgem a cada eleição. Novos Bin Ladens e seus reflexos nos espelhos, como Bush, igualmente. Dentre estes sempre surgem algum Esquivel, que podem ser chamados de Josés, Marias... que podem ter teu nome e, até ser, tua própria pessoa, assim como eu, que nada tenho de santo, apesar do nome, tenho a paixão de amar o planeta, portanto a paz, e tenho grande amor por algumas pessoas que me são próximas...
Pedro A.B. Jacques
Volta
FSM: Judeus X Palestinos e um Nobel contra Bush.
Novamente a repetição ao vivo: sexta feira o confronto entre Palestinos e Judeus em pleno Fórum Social, traduziu a babel entre os povos, despreparados para a paz que tanto precisamos. Cabeças pequenas que pensam apenas com o elemento ódio, perderam a chance de representarem o futuro, dando uma fagulha de chance a esperança. Neste sábado o Nobel Adolfo Esquivel comentou-nos sobre as atrocidades do presidente Bush, quando governador de seu estado. Apesar da desorganização do Fórum, confirma-se para amanhã, domingo 26, a mesa com o Nobel, a partir das 13:30 h., no bloco 50, sala 2, da PUC (Av. Ipiranga).
Uma torta em seu rosto foi o lucro do Deputado José Genuíno, provando o amargo sabor da oposição socialista mundial, enquanto o Presidente Lula anunciava em Davos, a posição contra a fome e a guerra. Esperado e positivo a tentativa de enlace em favor da fome. Necessário o pronunciamento contra a dívida e FMI, entretanto, não reunindo novidade alguma. Frágil o pronunciamento contra a guerra! Mr. Bush deve ter sentido-se mais soberano do mundo ao receber a sinopse deste pronunciamento, imaginando a linda coroa imperial em sua cabeça, sendo colocada por servos de joelhos...
Fórum Social da Publicidade
Repare: isto é de 2003 !
A publicidade social necessita ser um investimento constante na vida dos publicitários, sendo necessário o desquite dos egocentrismos das criações mas, igualmente, não permitir que as cifras, os grandes senhorios dos "criativos" capitalistas do ramo, sejam seus principais casos de amor.
Não me pareceram um simples acaso as ótimas colocações poéticas de Luiz Coronel - presidente da Ass. Latino Americana de Agências de Publicidade - na abertura dos trabalhos, citando autores e seus perfís recheados de versos, em terno branco demodê, conforme disse, provocativo.
No segundo painél apresentado, um daqueles "criativos" publicitários de plantão da área do dinheiro, atropelando o social, comenta que "até deve haver um cantinho para a poesia", no meio dos números que, no Brasil, já representam cerca de 1% do PIB. A publicidade nem sempre foi, ou é, elegante. Estamos realmente no divisor de águas. As empresas do ramo e seus clientes, já compreendem que utilizando a mensagem social, sua marca catapulta-se ao agrado e ao respeito, e nada pode ser mais sólido que a própria marca. Empresas dedicadas ao dinheiro e ao lucro, beneficiadas pela publicidade de vendas, longamente praticada, afogam-se por falta de alicerce em sua marca.
Uma empresa não precisa transformar-se numa ONG. Nem deve! Precisa repensar seus meios, seus produtos, seus serviços. Reciclar a própria filosofia, primeiramente. O público já percebe, por exemplo, quando uma embalagem é reclicada por modismos de mercado e quando a empresa, antes de reciclar sua embalagem, dedica-se a nova filosofia e compreensão do mundo.
É equivocado o conceito globalização tomado e discutido em direção a uma aldeia total, conforme vem sendo debatido. O sentido global tem outro foco fora dos fanatismos políticos conceituais aos quais vem sendo destinados!
A produção do evento foi catastrófica, fazendo perder o sentido de um evento respeitável e perdendo-se exatamente naquilo que mais se deve respeitar como conceito publicitário: qualidade! Faltou, portanto, respeito ao público (publicitários) desde o desenvolvimento de ações de palco, a sonorização, aos encaixes de vídeos apresentados pelos painelistas convidados. Jacques Bille -Prof. Marketing da Sorbonne/Paris- amargou uma espera, de pé, até a recuperação do som, depois do andamento da apresentação -ou a falta deste- comprometendo a edição dos vídeos e, por conseguinte, a compreessão de suas exposições, ironicamente sobre: Novos Atores e Novas Demandas da Publicidade no Terceiro Setor.
Convidados em demasia ofereceram baixo rendimento. Excelentes palestrantes foram silenciados por força do convite para presidirem trabalhos, nos quatro painéis oferecidos. Apresentação sem inovação alguma com textos inexistente e criatividade nula, forçaram os apresentadores/locutores a usarem seus conhecimentos técnicos para, pelo mínimo, oferecer algum ritmo, nesta produção nula, onde se jogou ao vento, mais uma vez, a possibilidade de se crescer em respeito, pelo mínimo.
Bernardo Toro/Colômbia, Nádia Rebouças/RJ, Nancy Pearson/México, Mauro Salles/SP, ofereceram conteúdo, fazendo valer a proposta do Fórum Social da Publicidade que, como a própria publicidade demonstra, precisa ser criativa mas, antes, inovadora, precursora. Mauro Salles, o adolecente de 70 anos, demonstra em versos de seu livro que, retirando-se cada tijolo construido na obra da vida, também pode-se chegar ao ponto de regar as flores de um jardim...
Pedro A.B. Jacques
Volta
Um Ano Como Poucos.
Feliz Ano Novo. De Novo..
É verdade que ganhamos a copa. Que passamos por eleições e, que até, nem sofremos. Sobrevivemos. Acho que nunca mais teremos pizza, no final das contas. Mas, começamos com uma salada de frutas que só mesmo a esperança para doar ânimo aos já tão escaldados gatos que esperam por dias melhores. Ao apagar das luzes, naturalmente, um novo escândalo. Bem sorrateiro. Escondido. Naquele esforço concentrado dos nobres deputados para votarem seu aumento de salário. Coisa pequena! Uns cinquenta por cento, mais benefícios infindáveis... Estes, a cada mandato, repetem seus antecessores e votam, pelo mínimo uma vez, em seu régio aumento. Democracia? Quando acontecer o direito ao voto, e não seu dever. Quando for possível eleger uma cadeira em branco, válida, e a elegemos a cada eleição, mas não é válida. Quando elegermos a cadeira nula, válida, e a elegemos a cada eleição, mas não é válida...Ah... a democracia!
Mas, enfim, a Copa.Já pensamos no hexa. Isto é muito bom. Faltam pouco mais de três anos e aí, nova coicidência de anos de eleições máximas. Teremos democracia até lá? Aprenderemos a votar até lá? Teremos a preocupação com o planeta e com a falta de água no planeta, até lá? Deixaremos para depois do carnaval?
Até lá, poderemos ter novas caras,novos amores, novas paixões... Estaremos vivendo nossas esperanças ou deixaremos a desesperança bater, novamente, em nossas portas. O medo de uma argentinização é mais geográfica do que politicamente possível. Mas, não é pouco provável. A indústria da guerra ainda será mais lucrativa do que os negócios da água? A ecologia será um grito harmônico ou ainda será um suspiro político? Ainda seremos humanos para amar e beijar, ou os namoros serão por contratos? E, se forem contratos, seremos foras-da-lei a burlar seus caminhos, enganando destinos jurídicos, cometendo loucuras febrís, saltando muros sutís para galgar a amada reclusa, confessando-lhe juras, cumprindo-lhe a corte precoce, em febres e flores tão loucas, pondo-se a pensar que a serpente, a política, as faltas e punições, serão quimeras gentís a observarem os fogos de amor juvenil. Deveremos ser sempre a juventude inquieta. Rebeldes criaturas de um novo tempo, a desejar "Feliz Novo Ano", a cada dia. A fundar um novo momento, a cada dia. A realizar um novo canto, a cada dia, para mantermos a paixão como o norte e ter sempre a bússola em nossos corações.
Feliz Novo Ano, De novo!
Pedro A.B. Jacques
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As Eleições e a Falta de Água
O Planeta tem sede de administradores.
Não queremos um novo presidente, simplesmente. Pelo menos é uma forma de pensar. Precisamos, segundo julgo, de um administrador. Um menos político. Uma personalidade com capacidade de formar um grupo de administradores distraídos de poder, para pensar na falta de água no planeta, coisa para 40 anos, talvez menos, uns 25 anos.
É verdade, vale lembrar que com esta retórica, não se ganha eleição... Mesmo se afirmarmos que, sem água, o ser humano não vive. Mesmo se afirmarmos ser, a água, um bem não renovável. Como convencermos as multidões que este planeta, erradamente chamado de Terra, que deveria ser o Planeta Água, que tem dois terços de seu espaço preenchido por ela, a água, pode morrer de sede?
Lembre que, a água que bebemos não é a água dos mares. A água que bebemos já virou moeda mais cara que o petróleo, que o ouro. Esta água provoca guerras com desculpas religiosas. Esta inocente água, pode correr em lágrimas, no rosto de nossa amada, para guardarmos como souvenir de nossa paixão e, nossos netos poderão não ter este amor, porque nós poderemos não ter nossos netos.
A este discurso daria meu voto. Daria meu crédito, porque este discurso contém um mundo sem fronteiras, de simples bípedes pensantes despojados de poderes.
Pedro A.B. Jacques
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Os Donos do Mundo
Não somos nós.
Discursos estéries, o dos candidatos. Nenhum justificam seus meios, mas todos bradam empregos e salários. E saúde e educação. Que falta de educação!
Os donos do mundo precisam de guerras, precisam dos lucros das guerras para terem o deus dinheiro em suas entranhas. Nada importam se encarceram seus deuses em suas frases para justificarem seus meios.
O petróleo moeda não é tão caro quanto bradam as bolsas. É a água que determina seu preço. A energia é substituível. A água é apenas a vida do planeta terra. Dois terços deste planeta é água mas, não potável. Os animais, inclusive os bíbedes pensantes que somos nós, não vivemos sem ela. Esta realidade está, no máximo, quarenta anos distantes de nós. Talvez menos. Quem sabe vinte e cinco anos! Este é o tempo que resta!
É preciso escutar e estudar sobre o tema. Não é apenas um tema de casa. É um tema de vida. De sobrevivência do planeta. De nada adiantam as potências se não harmonizarmos a vida. Já que a paz é distante, deixemos o mundo para os loucos governantes, fanáticos governantes, e tratemos da terra, de nosso planeta água, de gaya, de nossa casa... Afinal, por falta de água, nem vida teremos para amarmos nossos amores.
Pedro A.B. Jacques
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O Início do Fim do Mundo
um ano depois.
Quem guarda em sí o maior mal?
Que tirano deseja a guerra? O fanatismo bélico ou o fanatismo religioso? As duas indústrias se movem gordas, satânicas, cuspindo fel, lavando ânforas de escarro com sangue alheio mas, magnânimas, possuidoras do sagrado poder, acobertadas, protegidas por efeitos pragmáticos em que, palavras lançadas atingem pessoas comuns, com hábitos frágeis, singelos, a torcerem-se em ódios contra seus irmãos desconhecidos, derrubando impérios gêmeos, desvendando cavernas iguais, em nome de uma razão sem nome, em fatal desrespeito ao animal humano.
Aos senhores do mundo pouco importa se a água do planeta estará terminada em 25 ou 40 anos. Seu poder estará sempre acima da água, bebida de mortais, de tolos que acreditam em votos, eleições, crenças, trabalho, fé, paixões, caridade, igualdade, fraternidade, mas bradam sua liberdade armados...
Triste data de setembro negro. Saddan entrará em cena, enquanto os outros não saem desta cena. Hora de reler Nostradamus, de reler Shaspeare, de revisitar Vitor Hugo... De rever nossos ideias, nossos amores e todos aqueles em que sentimos amizade. Bem vindo ao milênio...algum tempo depois.
Pedro A.B. Jacques
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As Prévias
de um novo tempo.
Mexe-se lento, o capitalismo!
Possivelmente um adeus após os atentados, não compreendidos, não assimilados, mas, gêmeos. Dores duplas. Crueldade dupla, encerrando o ciclo de domínio representado pelo capital, conforme o conhecemos e nos ensinaram a endeusar. Agoniza também a dita primeira nação do mundo, agredida em seu solo como costumeiramente agrediu a todos. A indústria da guerra recebeu um golpe. Infelizmente se recupera. A Faixa de Gaza e vizinhanças que o digam. E, no Brasil, eleições.
Os mesmos candidatos ou representantes daqueles.Discursos iguais ou assemelhados. Promessas semelhantes. Acusações semelhantes, índices de pesquisas iguais aos das últimas eleições, até mesmo repetindo o candidato institucional e seus mais de 40 % na arrancada que, ao que tudo indica, dará luz ao outro, obscuro, que vencerá, atropelando a todos. Projetos são papéis, nada mais. Novos conchavos de velhos desafetos proliferam e, todos, cantam ética. A Ética deve ser uma linda e inconquistável mulher fantástica em que, todos os quatro, ficam de chapéu na mão. O primeiro tentou ser par. O segundo tentou a mão. O terceiro foi aquele a quem ela, disse não... As mulheres gostam das prévias.
Pedro A.B. Jacques
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Depois do Penta...
Eleições e Natal!
E aí, pronto, acabou o ano! Não há país igual. Não tem porque dizer que não somos um povo festivo. Sim, somos. Meio moleques. Sim, somos. Não levamos muito a sério. Somos todos técnicos de futebol, bem, quase todos... Eu, por exemplo, não acreditava na recuperação de Ronaldo. Achava que, se recuperado, iria "tirar o pé" (ou joelho) em divididas. Acho até que temia mais pelo garoto, afinal, um dos poucos neste Brasil continente a ter a vida ganha. Achava Rivaldo pouco capaz com sua lesão, que acabou sentindo mesmo, mas levou até o final. Continuava achando aquela zaga frágil... Mas, que diabos, tínhamos Felipão, o "copeiro" como sempre se fala no Sul. E quando se fala no Luis Felipe se adjetiva com garra e coloca-se o sinônimo: ganhador! Todos nós, Colorados, aprendemos a esperar a hora de torcer por ele. Enfim, esta hora chegou. Obrigado.
Mais um ano daqueles: depois do verão um marasmo, a copa oriental e o Penta, e agora eleições. A cada quatro anos é tudo quase igual. Depois de novembro, se houver novembro, e tudo indica que haverá, teremos o natal e um feliz ano novo. Este é apenas um ano de trocas, nem de compras, nem de vendas. Um ano de trocas. Exceto pelo penta. Exceto por algumas paixões individuais. Por alguns lindos nascimentos e suas esperanças plenas. Ano de sorrir em vitórias e, de apenas, trocar dinheiros.
Pedro A.B. Jacques
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Os Filhos de Cuba.
Ah, senhora Liberdade...
Há um Físico, no Brasil, que não conhece seu filho, de 3 anos, pois mora em Cuba, de Fidel. O profissional é considerado traidor e desertor na Ilha do Comandante. Diz o Doutor: "Essa separação é o mais cruel "castigo" que podem fazer a um pai. E sou considerado pelo governo cubano um "desertor" e até "traidor" pelo simples fato de ter optado por estudar neste grande e acolhedor Brasil, no qual duas e conceituadas universidades, e a Fapesp (órgão brasileiro de amparo às pesquisas cientificas), me têm dado generosamente a possibilidade de um maior desenvolvimento profissional. Em 2000, 2001 e 2002 fiz todos os trâmites possíveis e imagináveis diante das autoridades consulares cubanas no Brasil, para poder voltar temporariamente a Cuba, pagando inclusive, onerosas taxas no consulado de Cuba em São Paulo. Possuo, e ponho à disposição dos interessados, a documentação pertinente. Mas essa autorização de entrada a Cuba foi negada, sempre verbalmente, sem ter recebido qualquer documento escrito que justificasse os motivos dessas negativas."
No Rio, metralharam a Prefeitura. O Prefeito pede ajuda de intervenção ao Presidente, que envia o problema ao Ministério da Justiça, que esbarra na Governadora, que não quer ajuda..." É provável que, em uma semana, não metralhem mais e o problema estará resolvido. Em uma semana teremos a possibilidade de sermos PENTA. Em uma semana a Argentina estará de igual para pior. Em uma semana teremos a mesma média de ataques entre Judeus e Palestinos. Talvez um novo atentado nos Estados Unidos. O dólar terá batido um novo patamar... As drogas venderão mais. Teremos sequestros nesta próxima semana?
Estranho falarem mal dos poetas. Bizarro falarem mal dos Artistas que pintam e cantam um mundo melhor. Cada vez mais lembro de Apolinário, o Barão de Itararé, que dizia: "O que se leva desta vida, é a vida que se leva". Amar não é pecado! Viver, parece que também não é! Absolutamente não é a recessão que me atemoriza. É a falta daquela Senhora Liberdade que, normalmente, vem de cabresto com esta madrasta, chamada recessão.
Pedro A.B. Jacques
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A Internacionalização da Amazônia.
Reflexões para um ano eleitoral.
Nos Estados Unidos, em Agosto de 2001, durante debate em uma Universidade, o ex-governador do
Distrito Federal, Cristovam Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrarias dos especuladores globais.
Não podemos deixar que as Reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não
deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA.
Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos a presidência dos EUA tem defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir a escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia.
Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"
Esta matéria foi publicada no NEW YORK TIMES, no WASHINGTON POST, no TODAY e nos maiores jornais da Europa e Japão. Infelizmente esta matéria não foi publicada no Brasil.
Pedro A.B. Jacques
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A Arte de Votar.
Você é artista?
Você vota? E quando vota, vota em algum candidato? Vota por obrigação? Sente-se obrigado por lei, não é mesmo? Não é um direito democrático! É um dever imposto. Poderíamos classificar a imposição como democracia?
Somos, neste caso, obrigados a dar legitimidade ao cartel de múltipla escolha. Concordas? Nos é oferecido uma cartela de mesmos candidatos a cada eleição, salvo raras exceções que confirmam a regra, sempre a título de "renovação" política e, obrigados, lavramos um "verde". A partir disto, está selada a sorte deles, os candidatos, pois, para nós, simples mortais brasileiros, a sorte está selada desde a primeira república.
Ainda não recebemos a alforria. Ainda somos escravos de obrigações rotuladas de democráticas. Pretendo ter o direito ao voto! Pretendo ver e viver a democracia brasileira, e não pretendo morrer ancião.
O analfabeto vota, tem orgulho de votar e de dizer em quem votou.
O voto em branco tem sido ganhador de cadeiras em várias câmaras, assim como o voto nulo. Estes tem sido a manifestação de insatisfeitos que sabem que os políticos não tem controle. Assim, o voto em branco manifesta o desejo do eleitor de manter uma cadeira em branco, isto é, vazia, por todo o próximo mandato. Um voto nulo, nada mais é, do que a anulação de uma cadeira que, invariávelmente, os eleitos tentaram aumentar durante seu mandato. Os eleitos também tentam, durante seu mandato, aumentar seus salários e vantagens que, comparado ao do eleitor brasileiro, é quase uma loteria mensal. As minhas teorias estão publicadas. Esta é uma das razões de ser o "palhaço de mim mesmo..."
E você, é artista? Notaste como os candidatos trocam de mensagens entre sí a cada eleição? Será que eles combinam entre sí? Tipo: na eleição passado eu te critiquei por fazeres "alianças" com deus e o diabo mas, nesta, é a minha vez de fazer estes conchavos. Nesta, eu rezo por qualquer escrita! Só quero uma imagem de bom político e trabalhador...
Pedro A.B. Jacques Abril, 2002
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Uma Guerra Sem Arte.
Judeus contra seu ódio!
Enquanto a Palestina é um sonho distante, sem forças para oferecer perigos, o povo Israelense manifesta-se contra a tirania de mais um senhor da guerra, seu próprio primeiro ministro. Como pode o ódio possuir as entranhas? De tão horrendo pensar e agir, o senhor ministro do antigo povo, conseguiu atemorizar até mesmo o Mr. Bush, auto-adorado cowboy do faroeste americano, um tanto descadeirado pelas infrutíferas montanhas do Talibã, atrás de outro louco...
Mesquinho este mundo, esta época, diriam os pensadores. As guerrilhas antigas eram, pelo mínimo, românticas. A história conta guerras marcadas em dias e horas, respeitada por reis e rainhas e, pasmem, assistidas por outros povos, ao vivo, em tempo real.
Triste tem sido o caminho da humanidade. Os loucos, sempre fanáticos pelo poder, pelos dinheiros, adoram vencer civis, desprovidos de armas, especialmente quando estes desejam o sonho de uma pátria, à luz da semelhança de outro povo apátria, que conquistou, sabe-se lá como, a curtos meio século, sua existência, produzindo no deserto um jardim para sí. Estes, sabe-se lá porque, hoje, indeferem a ferro e fogo a possibilidade do palestino ter sua terra, mesmo desértica, que conta uma história que não é a sua própria, e sim cristã. Seria influência do ouro negro? Dos dinheiros da indústria bélica? Não seriam então, motivos santos?
Há que se ler a Cabala. Há que se escutar o coração. Viver é arte. Deixar viver, é a mais pura das artes mas, não se entenda por isto a propetência de posse. Em assim sendo, atirem o tirano aos leões. Os felinos tem mais arte a ensinar-lhe...
Pedro A.B. Jacques Abril, 2002
A Páscoa, o Brasil e a Bienal.
Imaginem o poder para o povo!
Enquanto São Paulo espalha belezas por seus jardins de concreto, mulheres nuas, vivas, instalações desnudas que fazem pensar, o ritual da seleção continua sem arte e, o que é pior, sem futebol. Com todo o respeito ao Ronaldinho, mas falta respeito ao convalescente. Para uma copa do mundo são poucas partidas. Eram sete até a última copa, caso o pretendente quizesse ser um dos quatro primeiros.
Sim, eu sei que sou um daqueles cento e setenta milhões de técnicos mas, também sei, que não temos defesa. Uma obra precisa de harmonia! Uma obra, quando não harmoniza, salvo raras exceções, é desfeita. Destruída. Sei que não ganho tanto para ser um técnico, aliás, não ganho nem para dar palpites, mas como sou um daqueles que ajudam a sustentar as arrecadações, pergunto por aquela CPI da CBF, da Nike e... Ronaldinho, outra vez? Há outro centro avante no país que faça gols nestes últimos anos? Sei que não entendo de futebol mas, é preciso entender?
Bem, naquele país chamado Brasil, aquele país neo capitalista que cobra juros impagáveis, intragáveis e que está tudo bem, desde que dê praia, vejo a esquerda declaradamente fazer qualquer aliança para ser eleita. Qualquer. Até com o religioso PL... E estes, vão querer? "Seu" Lula disse e repetiu, em duas campanhas presidenciais, antes e também depois dos namoros com Brizola, que este, o caudilho, queria o poder com qualquer aliança possível...
A Bienal tem mulheres desnudas. Tem obras com perfeita nudez. Esculturas, talvez. Tem bicho de reciclagem para papel machê. A água potável no planeta pode acabar em 25, 40 anos no máximo. Não transe sem camisinha. A dengue, prestem atenção, é mais um desaforo político! Vocês vão votar!
ACM, não posso acretidar, volta! Afinal, foi sua cadeira a cassada. Aquela sem vergonha da cadeira do senado... Será que queimaram aquela ingrata?
O Brasil é uma bienal! Instalações por todos os cantos e suas armações. O PT não tem nada a ver com o MST. O Garotinho, tão moço, é radialista e religioso. A filha do "Sir Ney" não tem nada a ver com os trinta dinheiros da empresa de seu consorte. Que sorte! Prefiro as paixões desmedidas dos versos de Camões. Textos de Shakspeare, Vitor Hugo, Quintana. Prefiro a harmonia de um amor intenso, mundano. Prefiro! É bem superior a arte dos menestréis políticos e seus cartéis.
Pedro A.B. Jacques Páscoa, 2002
Era Uma Vez Um Anjo.
Um sereno arcanjo...
Era uma vez um anjo que, arcanjo, desviou sereno de um tal caminho, prometido em vozes, todas plenas, em púlpitos obcenos, a delegarem normas de desespero, a poupar comida e, em arroubas impostas, foi-lhe reduzido à réstias de farelo algum.
O capital, acima das almas, faz de suas crenças, reféns. O tal barroco, querendo-se santo, abdicou de seus desejos celestiais, piscinas e casas grande, dinheiros plásticos especiais. Quedou-se pleno ao lado esquerdo!
Era uma vez um duende, quase diabo, esquerdo, vermelho, que de Stalin ouviu falar, e ler, e fazer dos dogmas seu novo céu, a perjurar dos carros, conceitos, piscinas, dinheiros plásticos, ocupações, inflamações políticas e desespero.
Era uma vez um velho. Alma e sorriso jovem, que permaneceu amante de sua fada que, dantes, nunca ouviu existir... descobriu o sexo dos anjos! Iniciou a vida, endiabrada, sofrida, sem capitais e tréguas, mas com prazer e risos, aguçando a percepção do quadrúpede, afastando de sí as tentações ditas políticas e do poder palácio, respirando apenas suas possibilidades, sonhando seus próprios sonhos, portanto férteis, portanto simples, caminhando seu caminho limpo, compreendendo que, para o capitalismo, é preciso viver capitais que não dispunha e, ao seu contrário, torna-se impossível rezar credos que contenham juras de terceiros, para os sonhos de outrem.
Era uma vez uma fada, um bípede pensante, alguns próprios sonhos e uma paixão.
Pedro A.B. Jacques 2002
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