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 Fórum Social Mundial 2005

  Um Novo Mundo é Possível


  O Fórum Social Mundial volta a ser realizado em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil neste Janeiro de 2005, uma vez que foram aqui as três primeiras edições.
A grande novidade para esta edição do evento fica por conta da mudança política: a administração do município, pela primeira vez não será do Partido dos Trabalhadores que perderam a eleição de outubro de 2004. O Prefeito do Município de Porto Alegre é o ex-senador José Fogaça que, no pós golpe militar de 64 era professor pré-universitário e lider de facções contestatórias ao então regime linha dura.
Acompanhe o Forum Social Mundial 2005. Acesse:

Forum Social Mundial 2005, Porto Alegre, Brasil

O contraponto você também pode acompanhar. Acesse:
Forum Econômico Mundial, Davos, Suíça

 Fórum Social Mundial

  Acompanhe as repercussões do Fórum Social Mundial 2003

3º Fórum Social Mundial:
gigantesco "catalizador" revolucionário

Nota da agência CubDest, da Flórida
Roberto Fernández-López, Ambito Iberoamericano, Madrid.


  O presidente brasileiro Lula, em discurso ante os participantes do evento, reconheceu que sua meta é impulsionar o esquerdismo e o socialismo no mundo inteiro.
  O 3º Fórum Social Mundial de Porto Alegre (janeiro 23-28, 2003) consolidou-se como um dos maiores e mais poderosos "catalizadores" revolucionários da História, um novo Leviatã cujos ativistas mais influentes têm o objetivo de expandir o socialismo em nível mundial. O conceito do FSM enquanto "catalizador", para recuperar o "papel histórico da esquerda socialista", foi usado pelo filósofo marxista húngaro István Mészáros, que teve destacada participação no 3º FSM, onde lançou seu livro "O século XXI: socialismo ou barbárie?".
  As cifras, por si mesmas, impressionam, duplicando as do 2º FSM efetuado no ano passado: 100 mil ativistas representando 5.717 organizações não-governamentais (ONGs) de 156 países, em torno de 1.300 seminários, conferências e oficinas, boa parte dos quais abordando temas dedicados a "desconstruir" os fundamentos da civilização cristã.
  O sociólogo brasileiro Emir Sader, membro do conselho internacional do Fórum Social Mundial, manifestou que em 2003 a "esquerda latino-americana" tem uma oportunidade histórica única para impulsionar transformações socialistas no continente, alentada pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e de Lucio Gutiérrez no Equador, e pela perspectiva de triunfos eleitorais de esquerda em outros países da região.
  Segundo Sader, um dos mais influentes e radicais dirigentes do movimento contestatário, "2003 promete ser o ano mais importante para o continente desde 1973" quando, com a queda do marxista chileno Allende, "se consolidou a virada para a direita, com o fracasso das últimas tentativas de esquerda".
  O próprio presidente brasileiro Sr. Lula da Silva, em discurso improvisado ante dezenas de milhares de participantes do FSM que o ovacionavam, confessou sua meta de impulsionar o esquerdismo e o socialismo no mundo inteiro: "Tenho a nítida noção do que a nossa vitória representa de esperança, não apenas aqui dentro, mas para a esquerda em todo o mundo e sobretudo para a esquerda na América Latina". Acrescentou estar consciente "da esperança que os socialistas do mundo inteiro têm no sucesso do nosso Governo" e deixou entrever um preocupante ânimo intervencionista internacionalista: "Espero dar minha contribuição para que outros companheiros ganhem as eleições em outros países do mundo".
  Depois de condenar o chamado "bloqueio" norte-americano ao regime de Cuba, e sem dizer uma palavra sobre a causa do drama cubano, que é o brutal "bloqueio" interno imposto pelo comunismo ao povo de ilha-cárcere há 44 anos, o presidente Lula concluiu em um tom quase messiânico: "O Fórum Social Mundial é o maior evento político realizado na História contemporânea. E eu não tenho dúvida nehuma de que ele vai contribuir, de forma decisiva, para que a gente mude a História da Humanidade".
  Todavia, graças a Deus, nem tudo corre sobre trilhos para os membros do 3º FSM e seu publicitário aliado, o presidente Lula. Por exemplo, o desprestígio internacional da "revolução bolivariana" do presidente Chávez, da Venezuela, transformou-se quase em um pesadelo para as esquerdas. O próprio Lula reconheceu com inusual franqueza, chegando a sugerir que se Chávez caísse, ele poderia ser o próximo: "Amanhã será minha vez "...

Alguns Números do FÓRUM SOCIAL MUNDIAL - 2003

A organização do Fórum Social 2003 em Porto Alegre terá, no total, um custo direto de US$ 3,485 milhões de dólares, fora os custos indiretos com despesas de pessoal e de hospedagem de conferencistas assumidos pela Prefeitura de Porto Alegre. Mas o volume de dinheiro gerado pela realização do FSM é muito maior: os organizadores calculam que os 100 mil participantes esperados para o Fórum (30 mil delegados e 70 mil ouvintes, vindos do Brasil e de mais 125 países do mundo) movimentarão pelo menos 20 milhões de dólares, entre despesas de transporte, hospedagem e alimentação.

"O pagamento das inscrições dos delegados representa a maior fonte única de financiamento do Fórum, cerca de 800 mil dólares", disse Candido Grzybowki, do Comitê Organizador (CO) do FSM, durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira.

Apesar do aumento do número de inscrições, e de contribuições de organizações internacionais, como a Ford Foundation dos EUA (que contribuiu com 500 mil dólares), do governo estadual do Rio Grande do Sul e da Prefeitura (600 mil dólares ao todo), e do patrocínio de Petrobrás e Banco do Brasil (400 mil dólares no total), os organizadores projetam um déficit de 246 mil dólares.

     Temas abordados no
FÓRUM SOCIAL MUNDIAL- 2002

A ÁGUA VAI ACABAR NO PLANETA TERRA.
Fundamental para a vida, a água pode ter seu dias contados. Há fontes que estimam em 40 anos. Outras são mais pessimistas. Esta proposta estamos encaminhando ao próximo Fórum Social Mundial. A grande pergunta é:

Quem é o DONO da Água?
Leia matéria da Rede Internacional de Comunicação CTA-JMA - Environment Justice x Finance.

A Economista Amyra El Khalili, presidente da ONG CTA e do Projeto CTA-Consultant, Trader and Adviser, foi entrevistada no programa CANALZERO.COM.BR e no programa GENTE URBANA da Televisão Urbana, canal 81 NET e canal 55 UHF sobre o tema.

"(..) Enquanto isto os Estados Unidos tentam conseguir um acordo pelo qual os libaneses se comprometam a usar a água apenas para consumo doméstico, sem utilizá-la para irrigação. A intenção do Líbano é usar 9 milhões de metros cúbicos de água do Wazzani, o que considera ser o seu direito de uso dessa bacia compartilhada.(..)"

"(..) O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, foi citado na mídia israelense como tendo afirmado que a questão da água seria um casus belli - ofensa grave o suficiente para justificar a declaração de uma guerra.(..)" BBC Brasil

"(..) A indústria mundial de água é dominada por um grupo reduzido de empresas transnacionais, entre as quais se sobressaem claramente duas francesas, a Vivendi e a Suez, que controlam 70% do mercado privado do líquido.(..)" IPS - Agência Envolverde

"(..) Rebouças denuncia que muitos navios estrangeiros estão pirateando água do Rio Amazonas para países como o Kuwait. Segundo o especialista, países desenvolvidos como o Canadá já exportam água e o Brasil, por ser o mais rico em água doce do mundo (..) " CBN

Aguaonline www.aguaonline.com.br
Líbano adia teste de bombeamento do Rio Wazzani

O governo do Líbano concordou em adiar o início dos testes de bombeamento das águas do Rio Wazzani, tributário do Jordão, a espera das gestões diplomáticas que levem ao acordo com Israel. As autoridades israelenses haviam ameaçado considerar esse como um ato de guerra – violando um acordo de 30 anos - que poderia se transformar em mais um foco do disputa no Oriente Médio. A data prevista para entrada em operação seria 16 de outubro.

Enquanto isto os Estados Unidos tentam conseguir um acordo pelo qual os libaneses se comprometam a usar a água apenas para consumo doméstico, sem utilizá-la para irrigação. A intenção do Líbano é usar 9 milhões de metros cúbicos de água do Wazzani, o que considera ser o seu direito de uso dessa bacia compartilhada. O Rio Wazzani é um dos principais alimentadores da Bacia do Rio Jordão e do Mar da Galiléia e Israel insiste em que não permitirá mais nenhuma retirada de água desse manancial.

Mesmo tendo advertido Israel de que não desejam mais nenhum foco de tensão, enquanto preparam sua ofensiva contra o Iraque, diplomatas norte-americanos reconhecem que um acordo sobre este tema é muito difícil de ser alcançado a curto prazo. Se o Líbano, que é apoiado em sua tese pelos militantes do Hezbolah, resolver testar o bombeamento este gesto poderá ser a gota que faltava para o recrudescimento das hostilidades.

BBC Brasil - http://www.bbc.co.uk/portuguese/index.shtml 16 de outubro, 2002 - Publicado às 10h03 GMT
Disputa por água pode causar guerra no Oriente Médio

O Líbano deve colocar em funcionamento nesta quarta-feira uma estação de bombeamento de água perto da fronteira com Israel, uma atitude que, segundo o governo israelense, pode provocar uma guerra entre os dois países.

A estação vai bombear água do Rio Wazzani para a irrigação e o abastecimento do Líbano. O Wazzani nasce no país, desemboca no Rio Jordão (que separa Israel da Jordânia) e alimenta o Mar da Galiléia, o maior reservatório israelense de água potável.

Os Estados Unidos vêm tentando persuadir o Líbano a desistir da idéia. Mas o governo libanês recusa-se a voltar atrás e tem o apoio do grupo militante Hezbollah.
Milhares de libaneses devem assistir à cerimônia de inauguração da estação, marcada para a tarde desta quarta-feira. A estação pode ser vista da fronteira israelense.

Motivo para guerra

Aviões militares israelenses sobrevoaram a área na terça-feira, quando o Líbano realizava os últimos preparativos para a inauguração da estação.
O governo libanês defende seu direito de construir e utilizar a estação, que vai adicionar quatro milhões de metros cúbicos aos sete milhões de metros cúbicos anuais que o país utiliza do rio Hasbani, um afluente do Wazzani. O Hezbollah, um grupo militante que frequentemente entra em conflito com soldados israelenses na fronteira, desde a retirada de Israel do sul do Líbano em 2000, apóia a decisão do governo libanês e ameaça responder imediatamente a um possível ataque israelense.
"A resposta vai ser rápida e não estou exagerando quando falo em minutos", disse o líder do Hezbollah, xeique Hassan Nasrallah, na terça-feira. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, foi citado na mídia israelense como tendo afirmado que a questão da água seria um casus belli - ofensa grave o suficiente para justificar a declaração de uma guerra.
Enviados americanos, russos, da Organização das Nações Unidas e da União Européia vêm tentando neutralizar a situação e uma das propostas feitas ao Líbano seria a de que o país restringisse o uso da água para os moradores locais e desistisse de projetos de irrigação.
Em 1964 Israel bombardeou a Síria quando o país começou a desviar água do rio Banias, nas colinas do Golan e outro afluente do rio Jordão.
O conflito intensificou-se e resultou na guerra de 1967.
Divulgado por: Canal Saúde Pesquisa *** IPS- Agência Envolverde
FMI e Banco Mundial fazem pressão para a privatização dos serviços de água Sul deve trocar água por créditos
Por Gustavo Capdevila

Genebra - O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial estão pressionando os países em desenvolvimento para que vendam os serviços de água a algumas companhias transnacionais, como condição para que recebam assistência financeira, segundo denuncia a organização independente One World Action.
"A privatização dos serviços de água potável é hoje praticamente obrigatória no Sul, porque o FMI e o Banco Mundial colocam esse requisito para prover assistência ao setor", explica Gunnar Aegisson, autor do estudo dessa entidade, com sede na Grã-Bretanha. As empresas de extração, potabilização e distribuição de água pertenceram ao domínio público em quase todo o mundo até meados da década de 80, quando os dois organismos multilaterais começaram a exercer a pressão privatizadora.
Nos últimos anos, firmou-se a convicção de que a água é um recurso limitado. O consumo entre 1900 e 1995 aumentou seis vezes, em um população que duplicou no mesmo período. Na atualidade, mais de um bilhão de pessoas carece de acesso à água potável. Caso não haja os investimentos necessários, em 2025 essa cifra se elevará a 2 bilhões e 500 milhões, praticamente equivalentes a um terço da população.
Nesse contexto, a One World Action ressalta no estudo intitulado "O Grande Roubo de Água", que o acesso ao elemento natural constitui um direito humano e que esse assunto figurou no centro do debate da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, celebrada entre 26 de agosto e 4 de setembro na África do Sul. "Na realidade, porém, a concepção de que a água é um direito humano básico, que os Estados devem garantir a seus cidadãos, se opõe a visão do líquido como bem econômico, uma matéria prima, sujeita às forças do mercado", acentuou Aegisson. O especialista, responsável político da One World Action, estima que as duas esferas devem estar em mãos das comunidades de usuários, em oposição ao critério de concentrá-las em poder dos provedores do setor público e das companhias privadas.
A distribuição de água nas cidades e povoados dos países em desenvolvimento se limita às áreas centrais, onde habitam pessoas de maior renda. Em geral, os governos e as autoridades municipais não expandiram os serviços às zonas circundantes, onde a falta de redes de água potável e de esgoto representa a causa principal das altas taxas de enfermidades e mortalidade infantil.
Uma das razões da ineficácia governamental é a carência de influência política por parte das populações pobres dos países em desenvolvimento. "Enquanto essa condição persistir, as elites no poder continuarão ignorando as suas necessidades", ressalta o autor do estudo. Outro obstáculo, segundo Aegisson, é a falta de capacidade. A crise da dívida externa e os programas de ajuste estrutural impostos pelo FMI levaram muitos serviços públicos à bancarrota e a debilidades institucionais. "O FMI e o Banco Mundial, nesse cenário, promoveram a privatização, com o argumento de que a abertura da concorrência em um mercado livre conduziria a um aumento da eficiência".
O autor do trabalho da One World Action identifica, por trás dessas forças privatizadoras, motivações ideológicas e lucrativas. "A onda neoliberal que varreu o mundo na década de 80 considerou inúteis a intervenção e a administração dos governos, enquanto preferiu que as decisões ficassem em mãos do mercado".
As motivações lucrativas se justificam pela magnitude do negócio da água, estimado, em 2000, pela revista Fortune, em US$ 400 bilhões anuais. Esse montante equivalia a 40% de toda a indústria do petróleo e superava em um terço o setor farmacêutico mundial. O Banco Mundial calculou que o comércio mundial de água ascenderá a trilhão de dólares, com a maioria das previsoes de expansão concentradas nos países em desenvolvimento.
A indústria mundial de água é dominada por um grupo reduzido de empresas transnacionais, entre as quais se sobressaem claramente duas francesas, a Vivendi e a Suez, que controlam 70% do mercado privado do líquido.
O estudo de Aegisson sustenta que grande parte do êxito financeiro das grandes companhias de água se baseia no apoio que recebem das instituições financeiras internacionais, como o Banco Mundial e os bancos regionais de desenvolvimento. Esse apoio permite às empresas reduzir riscos e acrescentar benefícios. Por exemplo, o autor cita que a Suez investiu apenas uma pequena parte dos custos de um projeto na Argentina (US$ 1 bilhão). O restante saiu dos cofres do Banco Mundial e de bancos argentinos.
O estudo conclui que a responsabilidade pelos serviços de água é dos governos e avalia ser necessário um sistema democrático e responsável como requisito para dispor de um serviço eqüitativo. A One World Action trabalha na Europa e em associação com organizações de países em desenvolvimento, com o objetivo de eliminar a pobreza e promover a democracia e o respeito aos direitos humanos. (IPS)
Especialista diz que navios estrangeiros estão pirateando água da bacia amazônica para outros países. O professor Aldo Rebouças afirma que é preciso realizar mais campanhas de informação para utilização racional da água potável do que obras de engenharia. Rebouças denuncia que muitos navios estrangeiros estão pirateando água do Rio Amazonas para países como o Kuwait. Segundo o especialista, países desenvolvidos como o Canadá já exportam água e o Brasil, por ser o mais rico em água doce do mundo, está perdendo a oportunidade de ser um fornecedor direto do produto.
Entrevista com Aldo Rebouças, professor de pós-graduação de gestão de recursos hídricos da USP
Divulgado por: Sabrina Klein
Rede Internacional de Comunicação CTA-JMA Pelo Desenvolvimento Limpo de um Novo Mercado Financeiro!
ONG Consultant, Trader and Adviser - Projeto CTA Sindicato dos Economistas, no Estado de São Paulo
Jornal do Meio Ambiente - Boletins da CTA-JMA www.jornaldomeioambiente.com.br
"As invenções mais importantes não ocorrem no campo da tecnologia – mas no terreno das inovações sociais"
James Coliins

FONTE D'ÁGUA http://archives.ces.fau.edu/fontedagua.html Projeto CTA www.sindecon-esp.org.br Revista Eco21 - www.eco21.com.br

Nota do Editor: De nada adianta um Fórum se não existir vida!
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Realizado em Porto Alegre - Brasil,
de 31 de janeiro a 5 de fevereiro de 2002

Caminhos de pedras,
caminhos da paz
Ao lado, o mosaico da cidadania, composto por mais de quinhentas pedras gravadas, vindas de diversas regiões do mundo, símbolo do Primeiro Fórum Social Mundial.



A nossa mui leal e valorosa
cidade de Porto Alegre.

     Um outro mundo é possível!
     Assim como não é satisfatório o conceito de vida calcado em extremos, é passivel de contemplação, pelo mínimo, a advertência desta colocação literária.
     Seria pleno um mundo de paz! Como é possível a estabilização dos povos, a satisfação interior? Como seria o cidadão sem a canibalidade do capitalismo para a criatura do terceiro mundo? Como seria a vida se todo o mundo fosse primeiro: primeiro o cidadão. Primeiro o alimento puro. Primeiro a vida...
     Um mundo, afinal, sem fronteiras, como imaginamos no herói da classe trabalhadora, o beatle John Lennon?
     Seria a figuração unilateral a melhor das colocações? Não tenderíamos demasiado ao outro lado da moeda?

Algumas personalidades participantes do evento:

Alfredo Bosi
Escritor e crítico literário brasileiro. É editor da Revista de Estudos Avançados da USP

Irène Fernandez
Engajada na luta das mulheres trabalhadoras e imigrantes da Malásia

José Saramago
Escritor português, prêmio Nobel da literatura

Leonardo Boff
Teólogo e escritor brasileiro

Maria da Conceição Tavares
Economista portuguesa

Noam Chomsky
É um dos mais importantes dissidentes políticos dos Estados Unidos. Professor de lingüística do MIT, é autor de mais de 30 livros sobre política, dissecando assuntos como o intervencionismo norte-americano no terceiro mundo e o caráter propagandístico da grande imprensa

Piedad Cordoba
É senadora na Colômbia, seu país de origem.

Rigoberta Menchu
Recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1992 por sua luta em defesa dos direitos dos povos indígenas de seu país, a Guatemala. Foi nomeada Embaixadora das Nações Unidas em 1993 e é assessora da direção geral da Unesco e presidente da Iniciativa Indígena pela Paz.



Site oficial do evento: www.forumsocialmundial.org.br



Volta

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     Mais uma vez foi a sede do Forum Social Mundial. Atraindo na primeira jornada de 2001, 18.000 pessoas, para em 2002 atrair 68.000 convidados, delegados, conferencistas, painelistas, jornalistas, de todos os paises, raças, credos e convivencias. Mais uma vez, aviões, onibus, lotações, taxis, hotéis, restaurantes, estavam repletos de gente ávida de participaçao para tentarem modificar o fluxo do rumo desigual das economias e movimentos sociais.
     Constatamos dentre os presentes, premiados pelo Nobel da Paz, dirigentes de países, autoridades mundiais, lideress religiosos, trabalhadores, militares e lideranças interessadas no inicio da transformaçao dos rumos que tomam na direção da economia do planeta em detrimento dos movimentos sociais.
     Assistimos na Assembléia Legislativa, uma mesa redonda em relaçao a ALCA, Área de Livre Comércio das Américas. Formada a ALCA, iludindo-nos como se fora uma imensa Zona Franca. Entretanto o projeto dos norte americanos atinge muito além da abertura de mercados, contituindo-se na construção de uma institucionalidade que irá consolidar as grandes corporações empresariais e instituiçoes financeiras americanos em todo o continente, tornando um grande laboratório hemisférico para novas dominações dos donos das grandes corporações. O objetivo essencial da ALCA, náo é somente o livre comércio, mas fundamentalmente a composições de um novo papel economico para os paises latino americanos. A essência do acordo mais se parece com uma procuração em que a sociedade repassa definitivamente, plenos e totais poderes as grande redes privadas oligopólicas. Em boa hora o Economista José Dirceu, lançou a idéia da constituiçao de um plebiscito, com consulta ao povo brasileiro, se porventura, esclarecido dos termos poderá aceitar tal imposiçao escravagista.
    Tive o imenso privilégio de assistir, em companhia do meu neto, Gabriel, 7 meses, ao maior desfile-reivindicaçao. que pude assisitir na minha existencia. objetivo era o combate, direto ao cerceamento das liberdades, impostas pela ALCA. Em passeata, mais de 50.000 pessoas. Convictos, entusiastas, acompanhados por 3 carros de som, dispostos de maneira intercalada, colaborando com musica e ordenando o movimento. O colorido apresentado, foi um verdadeiro arco-iris. A hora, 18,00 colaborou decisivamente. Constatei nítidamente, mais de 95% dos participantes, serem de fora de Porto Alegre,portanto os convidados extrangeiros vieram na sua totalidade. Indios, indianos, amigos da terra, homens, muitos mais mulheres, roupas vistosas, fantasias, um homem DENGUE, velhos, jovens, paraplégicos, mas as mais emocionantes, foram sem comparação as Madres da Plaza de Mayo, com seus lenços á cabeça que trazia a data do assassinatos dos seus filhos,pelo militares argentinos, e além, batiam insessantemente nas suas panelas, representando a inconformidade argentina. Os mais vibrantes foram os jovens do PSTU, e os mais harmoniosos foram os jovens de Belém do Pará. Como nunca havia assistido a ala GLS, com grande vibração e canto alusivo.
     Recuperei o meu ânimo formado nos tempos de jovem estudante, quando as passeatas estudantis eram o fato marcante da semana da pátria na minha Passo Fundo. Em contrapartida, hoje não se canta nem o Hino Nacional, vamos muito mal de sentimento pátrio...
     Estou satisfeito, pois pude lembrar que, se vivos fossem, meu pai, Luiz Gustavo e meu sogro João Baptista de Souza, estariamos juntos participando da passeata, em defesa do futuro dos nossos filhos e netos. Deus salve a nossa Porto ALegre, por fantástica idéia.

     Nelson Kuchenbecker
     Porto Alegre-RS.

Entrevistas
Dr. Sérgio Costa  
Tania Rösing
Xadrez: Munoa

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