Gramado e Canela
Cidade das Hortências e da Neve
A Cidade, fundada em 1875, dista 2 horas de boa rodovia, de Porto Alegre, a capital do Estado do Rio Grande do Sul, e conta com cerca de 30 mil habitantes. Localizada na serra, colonizada por alemães e italianos, tem no turismo, incentivado de forma brilhante nas últimas 3 décadas, um exemplo a ser seguido em todo o país.
O Festival de Cinema é apenas uma das muitas atrações desta cidade. A cidade também orgulha-se de seu Natal Luz, fantástico, com participação de toda a comunidade. As hortências, no verão, que fazem baliza nas estradas de chegada da cidade, bem antes do pórtico, denunciam um lugar encantado, com excelente rede hoteleira, desde simples pousadas até hotéis de quatro e cinco estrelas. É normal a hospedagem em casas de famílias, devidamente supervisionadas pela prefeitura, forma encontrada para alojar à sempre crescente onda de turistas, em épocas de grande afluência.
O chocolate caseiro é uma das produções gastronômicas da cidade e região. Há fábricas que o produzem aos olhos do turista, recebendo toda uma produção de embalagens diferenciadas. O Café Colonial, hábito da região, é servido a partir do meio dia e consiste em quantidades e variedades, das cozinhas italianas e alemãs: todos os tipo de pães, tortas, salgados, frituras, frango, porco, embutidos de todas as espécies, conservas e café, chá, leite, etc. Cuidado: só param de servir quando solicita-se. Atenção especial com o vinho doce, tanto tinto, quanto branco, que tem aroma e sabor de suco de uvas, e embebeda com grande rapidez.
Canela, sua cidade-irmã, igualmente encanta. Desde a famosa cachoeira chamada de "Caracol", até pelo fato de serem interligadas por uma estrada que nem todos percebem, tal a quantidade de lojas de malhas, suvenir, atrativos os mais diversos. Nesta estrada, além de Restaurantes, Cafés Coloniais e Comércio voltado para o turismo, há um atrativo especial: o "Mundo à Vapor". Esta casa reproduz um acidente ferroviário, ocorrido na França, quando uma locomotiva projetou-se sobre a estação. Na calçada, encontra-se a "Maria Fumaça", projetada de frente para o chão e, ao alto, ainda engatada à mesma, o vagão daquele trem. A locomotiva é real e, no interior da casa, são mostradas histórias e surpresas deste meio, que transformou o mundo.
A silenciosa neve de seu inverno, encanta tanto, quanto a alegre cidade. Emoldura de branco nossos sonhos neste recanto do sul do brasil, onde tudo é possível, onde não há muros entre as casas, seus ônibus urbanos são exóticos, as lojas são arquitetônicamente projetadas para a harmonia. A segurança é máxima. A limpeza é notada (apesar dos milhares de turistas) e, em cada local, encontramos um pouca da criança que ainda somos, como no Mini Mundo, um grande lugar miniaturizado, com ferrovia, castelos, cidades e gente, que parece que vamos nos ver acenar, para nós mesmos, de um lugar qualquer, daquele mundo perfeito.
Gramado é um sonho que se vive acordado, que nos permite afirmar que é possível administrar em favor da comunidade, em favor do turismo, tornando-se leve, como seu clima de montanha, a favor da vida, provando que a realidade deve ser vivida e mostrada, de forma real, em benefício do ser humano.
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