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Arte
 América do Norte
Montreal

Canadá

     A tranquilidade existe! Mesmo para o conceito de que, primeiro mundo, seja apenas dinheiro. O Canadá como um todo, e Montreal - provincia de Quebec - em particular. Por conceitos seculares, a Rainha Elisabeth II (da Inglaterra), é a soberana. O Governador Geral é quem faz o "reinado". Este, é indicado pelo Primeiro Ministro, que detém o poder, neste país encantador. Suas belezas iniciam nas línguas oficiais, (inglês e francês), que são harmônicamente faladas, com supremacia do inglês. Os dados apontam cerca de 65 % da população. Os demais falam francês. Em Montreal e na provincia de Quebec, há a predominância do francês. Nota-se a influência nas indicações de ruas, monumentos, locais de significado cultural. Também são falados dialetos nativos. O povo é calmo e solícito. É comum atitudes singelas, como oferecerem-se para fotografar o casal de turistas.
     O inverno começa em novembro e, para aqueles que gostam, o último novembro do milênio, apresentou com uma linda camada de neve, enfeitando ainda mais a cidade, com jardins brancos, com vitrines enfeitadas de natal - muitas delas com rara criatividade - com seus famosos bonecos animados. Há vitrines com tantos personagens e tanta animação, que é impossível, ao observador mais demorado, não sucumbir, tornando-se parte do cenário. Há vovós roncando em cadeiras de balanço, onde as bochechas e o ventre, movimentam-se com absoluta perfeição. Há Noéís que lêem e cantam... Há trenós e renas que andam... Há trens que movem-se e apitam, junto a garotos que brincam, e há um gato, que por debaixo do tapete, estica a pata, puxa a árvore de natal, que balança e... quase cai...
     A cidade subterrânea é outra das grandes surpresas. Com temperaturas inferiores a zero graus Celsius, na superfície, as pessoas circulam nos subterrâneos. Os grandes magazines dão acesso, mas vários hotéis também. Muitos edificios comerciais e órgãos do governo, além das estações de metrô, oferecem, igualmente, acesso aos subterrâneos. Com temperatura de 25 graus, o único inconveniente é carregar os abrigos de frio. São quilômetros com lojas, cafeterias, teatros, museus, estações de metrô, entradas de prédios, com sofisticados acabamentos. Muitos monumentos! Muita luz e efeites. Locais para shows. Alguns shows fora de locais, especialmente de músicos, são uma constante.
     O dólar canadense é uma moeda de respeito, valendo menos que o dólar americano, mas fazendo as divisões idênticas a este. A estrutura turistica é perfeita. Há muito rigor para o visto de entrada, por ser um país muito cobiçado, com oferta de trabalho e excelente remuneração. O visto, é um dos mais caros em taxas. Curioso, é ter que pagar para sair do país: são dez dólares canadenses! Fantástico, é que quando o turista deixa o país, deve requerer o formulário de restituição dos impostos~, pagos em cada compra. Demora cerca de seis semanas para que o governo canadense envie, para sua casa, o valor das taxas recolhidas em suas compras. É um país honesto, que não cobra impostos, de quem não vai desfrutar do destino destes investimentos. Lá, por ser país honesto, as taxas (em média 7,5%) são impressas em cada nota fiscal, acrescidas ao preço da mercadoria. Assim, todos sabem quanto o governo arrecada por cada produto ou serviço, não parecendo um preço abusivo do comerciante.
     O aeroporto internacional de Dorval é de simples orientação para o turista. Pode-se tomar um "Aerobus", (serviço de ônibus), ao preço de $ 11 dólares canadenses, até o terminal do centro de Montreal. Ali, shuttles (micro ônibus) fazem o percurso até seu hotel, sem custo adicional. Este terminal do Aerobus, está junto à Estação Central da VIA, dos previlegiados e muito bem produzidos trens canadenses, com sua estação subterrânea, que deve ser visitada. Ao nível da rua, há um McDonald's temático sobre as ferrovias (até os anos 50), que vale visitar e lanchar. Neste, é possível perceber o desenvolvimento de um país, através de um meio de transporte compatível com seu tamanho continental, com uma costa atlântica, uma pacífica e, ainda, com a parte do "Pólo Norte", que lhe pertence.
     O Museu de Arte Contemporânea, entre muitas peças exóticas, oferece, em uma de suas cinquenta salas, algo notável: um grande ambiente em penumbra, com uma imensa mesa de conferências, com quatorze cadeiras de forro vermelho. Nas paredes, doze quadros de grandes vultos contemporâneos e, em todas as bocas destes vultos, uma pequena tela de Tv, em preto e branco, mostrando imagens destes, ou de situações provocadas por estes personagens. É interessante ouvir a voz fanática de um Aiatolá Komehini, sobre a "guerra santa". Ouvir Ghandi e outros, que influenciaram o mundo e perceber, que muitos deles, eram apenas irônicos!
     Há muitas peças de artes nas estações do metrô, que é limpo e eficiente, assim como monumentos nas ruas. Há ruas de interesse, como a Rue Santa Catherine e suas adjacentes, sempre muito bem demarcadas, sinalizadas em mapas, onde localiza-se um forte comércio, desde arte até moda, onde encontram-se os canadenses, orgulhosos e solícitos, a viverem em seu primeiro mundo de avanços tecnológicos, mas mantendo a sapiência do índio e dos nativos, seus primeiros povos, onde a calma em viver lembra o precipitar da neve, que cobre de paz seu território de cultura.


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