Entrevista Virtual
com a artista Marilda Raymundo Porto Alegre - RS - Brasil
A artista, que hoje reside em Porto Alegre, desenvolve um trabalho nada comum aos olhos da arte (veja alguns trabalhos e exposições em nosso Canal 3), insiste em não responder perguntas, mesmo a perguntas virtuais, enviadas e recebidas por e-mail...
Sobre a vida, responde sinceramente que não sabe o que é mas, sente que é pesada e que, um bom jogo de cintura, pode a tornar leve...
Considera a arte atual, muito política, embora com facções muito acadêmicas, situando-se melhor no cotidiano, expressando sua realidade de forma mais livre...
O que pretendes com a arte? Apenas puro prazer de fazer. Não faço pensando em vender, até porque o que faço não é, nem pretende ser vendável, comercial.
E a Bienal de Santos/São Paulo,que pretensão e que sonhos encarceram? A Bienal não encarceram sonhos mas, currículo, que é básico para qualquer carreira. Evidente que a classificação sempre dá aquele prazer de ter sido escolhido.
E a política?Vivestes muitos anos em Brasília frequentando palácios...Como é viver como simples mortal? Eu danço conforme a música. Era um momento do casamento. Haviam alguns amigos. Valeu enquanto vivia aquele momento. Houve um giro de 360 graus. Vivo bem comigo, hoje e, se tiver que viver aquilo outra vez, viverei numa boa. O ontem e o amanhã não me interessam. O hoje é que é importante. Vivo mais hoje, fazendo o que gosto. Venho de família de políticos, portanto, nada me espantou. A política está no sangue, guardando as devidas proporções, mas não faço campanhas. Vejo a política como uma grande bola de neve, onde as promessas dos governantes sempre comprometem as gestões futuras.
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