Entrevista Virtual
com a Escritora Cida Becker Porto Alegre - RS - Brasil
Luz
Basta de olhar aos céus,
De elogiar margaridas.
A luz nos convida
a enxergar a humanidade.
Cristal
Deixa a lágrima correr,
faze com que ela seja cristal.
Lapidada, aresta por aresta,
brotará no arco-íres.
Aldeia Solitária é o título do CD lançado (Editora Uniprom), neste último 25 de abril, com absoluto sucesso, pela escritora, em coquetel na Panos e Sonhos/Café com Arte - na Rua Cabral, 143 - Bom Fim - Porto Alegre (tel. 51.3302549), que também possui todos os livros da escritora, sendo possível adquiri-los, lá mesmo. O CD pode ser adquirido pelo Shopp, na capa da Canalzero, sendo remetido via correio, para sua cidade. Caso queira algum dos livros, peça-o pelo SHOPP (via e-mail) pelo título desejado.
A artista, que hoje reside em Porto Alegre, nasceu como Maria Aparecida Becker e, com as núpcias, assina civilmente o sobrenome Sander. Aos 14 anos se sentiu poeta, época de sua primeira poesia...
Repressão? Será que estamos vivendo uma época de liberdade econômica, política e social? Não! Somos vítima da sutil euforia do que costumo chamar de "Indiretas já"!
Saímos de mãos dadas do infernal militarismo repressor para caírmos, como párias, nas mãos do neo-liberalismo da miséria! Sempre os mesmos...
Sobre saúde, a escritora acredita que a sua falência está, simplesmente, na incapacidade da gerencia política que, ao invés de previlegiar o maior dom, que é a vida, concede previlégios ao capital.
A cultura? A cultura vem do povo e para ele deve retornar. Afirma que o socialismo é a única salvação para a humanidade, por conter a solidariedade, que parece que vai sendo esquecida, bastando ver que a moeda passa a ser o maior centro dos objetivos...
Acredita que o Brasil necessita de expansão cultural antes mesmo da educação pois, como Maiakosky, admite que um povo sem cultura e sem educação, é um povo com um grito na garganta...
Das preferências? Prefere Bertold Brecht, como dramaturgo, Garcia Lorca, Neruda, como poeta, Armindo Trevisan (a salvação do mundo está nos poetas) e Quintana.
Haverá um dia em que a humanidade se dará conta de que, a sensibilidade é inerente a todo o ser humano, e esta vencerá a razão e, para o seu domínio, todo aquele que exercer o autoritarismo será um inimigo.
Dê sua sua opinião Faça suas perguntas para a entrevistada, ela será publicada! Mais sobre o obra da autora, no canal 3 - Arte/Escritora.
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