Entrevista Virtual
com Marco Aurélio dos Santos Porto Alegre - RS - Brasil
As obras de Vasco Prado entraram como na tua vida?
Através do trabalho com o artista, em 1976/77, no próprio atelier, na Pedra Redonda, como auxiliar de atelier e aprendiz de terracota e fundição.
Muita gente famosa frequentava o atelier?
O Roberto Cidade e Xico Stockinger fizeram curso de terracota com o Vasco, enquanto eu trabalhava lá.
Fatos impressionáveis de Vasco Prado, no cotidiano?
Adorava um cachimbo e um vinho. A Vinícola Granja União mandava "de caixa" para ele. Curtia muito Elis Regina. Almoçava conosco, no próprio atelier, demonstrando aí, sua incrível simplicidade. Vasco Prado era casado com Zoravia Bertiol e o casal tinha três filhos, trabalhavam no mesmo endereço, entretanto, cada um tinha o seu atelier, sendo o dele, na parte baixa da casa de três pisos.
Suas preferências nas técnicas de arte?
Ele era apaixonado por fundição e técnicas antigas de patinas. A tal ponto que montou uma fundição artesanal, no próprio atelier. Não gostando de mandar fazer a fundição da peça, fora. Apenas as grandes peças o obrigava a enviar para as indústrias de fundição. Gostava de esculpir em mármore, reservando-se aí um de seus maiores prazeres. Obstinado em tudo o que fazia, desde a compra do barro, fazendo sucessivas esperiências com misturas de argila, tentando sempre novas ligas.
Como formaste teu acervo?
Ganhei duas peças do próprio Vasco, de fim de ano e de aniversário. O Dorso de Atleta, pequeno bronze de 1976 e a Karina, sendo a única terracota em argila preta, queimada com óxidos, ficando branca depois da queima, é de 1977. As Litogravuras foram compras. Ele as produziu em 1957/8. Estas retratam o gaúcho, no tema central do Negrinho do Pastoreio. Nesta fase, ele experimentou várias formas, desde grandes painéis até as gravuras, que comprei.
Dê sua sua opinião Faça suas perguntas para a entrevistado, ela será publicada! A obra de Vasco Prado, citada nesta entrevista, está no canal 3 - Arte.
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