Entrevista

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Entrevista Virtual

com Paulo Flávio Ledur
Porto Alegre - RS - Brasil

     Presidente da Câmara Riograndense do Livro, responsável pela Feira do Livro e pelo Salão Internacional do Livro, fala desta experiência inovadora para seu estado e para o Brasil.

     Qual a proposta da Câmara do Livro com o Salão Internacional?
     Criar, em Porto Alegre, um clima favorável para o desenvolvimento da literatura, um Centro Editorial para o Brasil, Mercosul e para o mundo.

     Os custos de um evento internacional de cultura, como são administrados?
     Há um equilíbrio com o investimento dos patrocinadores, venda de espaços e venda de ingressos. Estamos, felizmente, equilibrados pois, no início do projeto estabelecemos um orçamento e o seguimos à risca.

     E o público tem correspondido e participado?
     Há um público regular, levando-se em conta o clima chuvoso, universidades em provas e, ainda, por tratar-se de um evento novo. Mas a presença é satisfatória, sem dúvidas.

     Como foi determinada a data, de 15 à 25 de junho?
     As datas de eventos são determinadas pelos calendários de feiras. Há um cuidado para harmonizá-las. Uma maneira de viabilizar a presença de personalidades voltadas ao meio.

     E a mídia?
     Os veículos, jornais, rádio, televisão e demais publicações, deram uma contribuição altamente positiva, uma vez que não há verbas determinadas para propaganda.

     Já está determinada a data do próximo Salão?
     O Segundo Salão Internacional do Livro está previsto para 2003, entretando, já há tratativas para a antecipação do evento em um ano, para 2002, portanto.

     E a participação de outros estados?
     Excelente. Estamos com a presença de 33 Editoras Universitárias, sem dúvidas, as melhores desta área no Brasil, apresentando 70 mil títulos.

     A Internet concorre com o livro? Escritores como Mário Prata e Ubaldo Ribeiro estão apresentando livros pela web, isto prejudica a produção de editoras?
     A Internet pode concorrer em termos de curiosidade, embora seja aliada em termos de formação de novos leitores. A simples busca, determina a iniciativa de escrever, de ler, resultando uma interferência fantástica favorável ao livro, pois forma leitores.

     E o leitor brasileiro, quantos livros lê?
     Excluíndo o livro didático que, em muitos casos é oferecido pelo governo, o brasileiro lê um livro por ano, em média. O Rio Grande do Sul dobra esta média, avançando para dois livros por ano. Países vizinhos, como Uruguai e Argentina apresentam, em média, 4 livros por ano, por habitante. Países desenvolvidos, como Canadá e Estados Unidos, apresentam média per capita acima de 15 livros, chegando a 25 livros/ano.


Dê sua sua opinião Faça suas perguntas para a entrevistado, ela será publicada! A matéria sobre o Salão Internacional do Livro, citado nesta entrevista, está no Canal 3 - Arte - Salão do Livro.

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