Presidente da Câmara Riograndense do Livro, responsável pela Feira do Livro e pelo Salão Internacional do Livro, fala desta experiência inovadora para seu estado e para o Brasil.
Qual a proposta da Câmara do Livro com o Salão Internacional?
Criar, em Porto Alegre, um clima favorável para o desenvolvimento da literatura, um Centro Editorial para o Brasil, Mercosul e para o mundo.
Os custos de um evento internacional de cultura, como são administrados?
Há um equilíbrio com o investimento dos patrocinadores, venda de espaços e venda de ingressos. Estamos, felizmente, equilibrados pois, no início do projeto estabelecemos um orçamento e o seguimos à risca.
E o público tem correspondido e participado?
Há um público regular, levando-se em conta o clima chuvoso, universidades em provas e, ainda, por tratar-se de um evento novo. Mas a presença é satisfatória, sem dúvidas.
Como foi determinada a data, de 15 à 25 de junho?
As datas de eventos são determinadas pelos calendários de feiras. Há um cuidado para harmonizá-las. Uma maneira de viabilizar a presença de personalidades voltadas ao meio.
E a mídia?
Os veículos, jornais, rádio, televisão e demais publicações, deram uma contribuição altamente positiva, uma vez que não há verbas determinadas para propaganda.
Já está determinada a data do próximo Salão?
O Segundo Salão Internacional do Livro está previsto para 2003, entretando, já há tratativas para a antecipação do evento em um ano, para 2002, portanto.
E a participação de outros estados?
Excelente. Estamos com a presença de 33 Editoras Universitárias, sem dúvidas, as melhores desta área no Brasil, apresentando 70 mil títulos.
A Internet concorre com o livro? Escritores como Mário Prata e Ubaldo Ribeiro estão apresentando livros pela web, isto prejudica a produção de editoras?
A Internet pode concorrer em termos de curiosidade, embora seja aliada em termos de formação de novos leitores. A simples busca, determina a iniciativa de escrever, de ler, resultando uma interferência fantástica favorável ao livro, pois forma leitores.
E o leitor brasileiro, quantos livros lê?
Excluíndo o livro didático que, em muitos casos é oferecido pelo governo, o brasileiro lê um livro por ano, em média. O Rio Grande do Sul dobra esta média, avançando para dois livros por ano. Países vizinhos, como Uruguai e Argentina apresentam, em média, 4 livros por ano, por habitante. Países desenvolvidos, como Canadá e Estados Unidos, apresentam média per capita acima de 15 livros, chegando a 25 livros/ano.